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sábado, 26 de junho de 2010


Não é o corpo que une o caminho que trilho na linha do nosso encontro. É o tempo. O tempo em que te bebo na luz que o teu sorriso me concede de olhos fechados, a demora doce do tamborilar dos teus dedos trémulos envolvendo a chama do meu peito. É o tempo. Esse tempo incerto e expectante que me ofereces na carícia ardente da tua boca, como se o beijo fosse eterno e nunca morresse nos teus lábios. É a espera audaz sem procura do meu olhar que o teu calor me contamina, me afaga e me acende o teu desejo. É o tempo. O tempo que perdura o afecto derramado na entrega, que absorve mas não extingue, apaixona, prende, reinventa e sente. É o tempo. O tempo que se esvai, que trilha linhas de despedida e encontro nos caminhos da tua ausência...editar ''A inveja é sua forma incompetente de me admirar.''

Um comentário:

  1. *Intensa prosa poética. Li-te no luso-poemas.net, com o nome de olhar cativante. Parabéns! Vou voltar para ler-te mais! K*

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